sexta-feira, 11 de julho de 2008

Embraer 175



Embraer 175 em Otawwa




Tipo
Avião comercial


Fabricante

Embraer


Primeiro vôo
16 de junho de 2002


Capacidade
78/88 passageiros



Comprimento
31,68 metros


Envergadura
26,00 metros


Altura
9,73 metros



Velocidade máxima
Cruzeiro Mach 0,80 km/h

Histórico

Após o sucesso alcançado pelos jatos regionais ERJ-145, a fabricante brasileira Embraer apostou no desenvolvimento de uma nova família de aeronaves, com capacidade entre 70 e 90 passageiros, ampliado depois para 110 passageiros, com o Embraer 195.

Optou-se por começar o desenvolvimento do zero, o que transformou os E-Jets, como são conhecidos, na primeira família desenvolvida após os Brasília, já que os ERJ são baseados na fuselagem deste.

Após o lançamento do Embraer 170, foi a vez do Embraer 175, na verdade, uma versão alongada do mesmo, que lhe dou uma maior capacidade.

O primeiro vôo aconteceu em 2000, e a primeira encomenda foi para da Air Canada, que também foi o cliente lançador do tipo, em 2005.


* Sua designação original era ERJ-175 (Embraer Regional Jetliner), mas o fabricante optou pelo nome atual para desvincular a aeronave da aviação regional.

* As aeronaves desta família são conhecidas como E-Jets.

* Os jatos da Embraer são chamados no exterior de Jungle-Jets.

Concorrentes

O Embraer 175 é concorrente direto do Sukhoi Superjet 100, Bombardier Q400 e 900.

A nova família de aviões, os EMBRAER 170/190, têm como alvo o segmento de mercado voltado às companhias aéreas que necessitam aviões de 70 a 110 passageiros.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Airbus Beluga


Um Airbus Beluga preparando para decolar
Tipo Avião cargueiro pesado
Fabricante Airbus
Primeiro vôo 13 de Setembro de 1994
Comprimento 56,16 metros
Envergadura 44,84 metros
Altura 17,34 metros
Velocidade máxima 780 km/h
Altura máxima de vôo 10.670 metros
Peso máx. decolagem 155.000 kg


O Airbus A300-600ST (Super Transporter) ou Beluga é uma versão do Airbus A300, com partes modificadas para ser um avião cargueiro capaz de transportar grandes cargas e partes de outros aviões.

A versão cargueira com grande capacidade volumétrica do Airbus A300-600 foi projetada para substituir os antigos Super Guppy. Estes aviões foram, até a entrada em operação dos "Beluga" (como foram apelidados os A300-600ST) utilizados pela Airbus para transportar asas e fuselagens de suas aeronaves entre as fábricas situadas na Alemanha, França e Reino Unido. O desenvolvimento do A300-600ST foi iniciado em agosto de 1991 e apenas três anos depois o primeiro protótipo fazia seu roll-out em Toulouse. O primeiro vôo, em Setembro de 1994, deu início ao processo de homologação, recebida em meados de 1995 após 400 vôos de teste. A primeira unidade, o antigo protótipo, entrou em operação na Airbus em Janeiro de 1996. A entrega das quarta unidade ocorreu de Junho de 1998, quando finalmente os Super Guppy foram aposentados.

Essencialmente baseado no A300-600, possui a mesma asa, motores, a fuselagem inferior, trem de pouso principal e cabine de comando. A principal mudança é a enorme fuselagem, equipada com uma porta tipo "clamshell" na frente, que obrigou um reposicionamento do cockpit. A cauda também foi modificada, com a utilização de pequenos estabilizadores verticais instalados nos profundores.

O controle e gerênciamento da frota de Belugas é feito pela SATIC, uma empresa formada em parceria entre a Aérospatiale e a DASA. Além de realizar o transporte de partes para a Airbus, a SATIC também oferece a grande capacidade volumétrica do avião (1400m3) para o transporte de cargas volumosas, o que acabou justificando a introdução em serviço de uma quinta aeronave, incorporada à frota em 2000.

Antonov An-225

Antonov An-225

O Antonov An-225 Mriya é um avião cargueiro russo peso-pesado. Ele foi desenvolvido para transportar cargas enormes e pesadas que jamais poderiam ser transportadas por outros aviões de carga convencionais, incluindo os maiores Jumbos e Boings (por exemplo: o ônibus espacial russo!). É o maior avião de carga do mundo e só existem 2 deles. Ele pousa em chão de terra (com ou sem chuva) e até na neve (incluindo regiões remotas e desérticas da gelada Sibéria). O piloto designado para efetuar seu vôo inaugural olhou para aquele gigante, coçou a cabeça e disse: "Isto não pode voar! Um troço desses não tem como sair do chão...".

Veja as especificações desse colosso dos ares:

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Tipo de aeronave: Cargueiro de transportes internacionais
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Propulsão: 6 turbinas ZMKB Progress Lotarev D-18T (com 229.50 kN de propulsão cada; e você pensou que seu carro tivesse um torque forte...)
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Peso máximo de carga permitido para conseguir decolar: 600 toneladas (dá pra trazer um bocado de muamba dos EUA...)
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Peso máximo de carga útil (interna ou externa): 250 - 275 Toneladas (achou que 600 toneladas fosse muito?...)
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Envergadura de asa: 88.4 metros
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Comprimento: 84 metros
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Velocidade: 800 km/h
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Altura: 18.1 metros (excluindo o trem de pouso)
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Dimensões de carga: 35.97m de comprimento; 6.4m de largura; 4.39m de altura (quer transportar um Boing 727 sem as asas? Cabe nele!)
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Autonomia de vôo com carga máxima: 4.500 km
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Autonomia de vôo com "tanque" de combustível cheio: 15.400 km
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Tripulação: 7 pessoas (!) - embora possa transportar mais de 1500 pessoas em seu compartimento de carga...


Veja as fotos:















terça-feira, 8 de julho de 2008

Aviação civil fará parte de acordo de emissões de CO2 na Europa

ESTRASBURGO (Reuters) - Sob protesto das companhias aéreas, os parlamentares da União Européia aprovaram na terça-feira um acordo intergovernamental para que a partir de 2012 a aviação civil entre no chamado Esquema de Comércio de Emissões da UE, voltado para o combate à mudança climática.

A aviação gera 3 por cento de todas as emissões de dióxido de carbono nos 27 países da UE, mas ficou até agora fora do ECE por temor de que o sistema afetasse a competitividade das companhias aéreas européias no mercado internacional.

Mas, como o tráfego aéreo deve dobrar até 2020, a Europa está disposta a adotar o princípio do "poluidor pagante" para reduzir as emissões de gases do efeito estufa.

Por 640 a 30 votos, o Parlamento Europeu aprovou a obrigatoriedade de que as companhias aéreas reduzam suas emissões de CO2 em 3 por cento no primeiro ano e em 5 por cento a partir de 2013.

Todas as companhias que voam de e para a UE - inclusive as não-européias - estão sujeitas à regra, e inicialmente teriam de pagar por 15 por cento de suas permissões para a emissão de gases do efeito estufa.

A alemã Lufthansa qualificou a medida como "ecologicamente contra-producente e economicamente nociva". A empresa, uma das maiores do setor na Europa, avalia que a nova lei vai distorcer a competição e custar centenas de milhões de euros por ano.

Já os ambientalistas acharam as medidas tímidas. "O acordo final é tão fraco que terá pouco impacto sobre o crescimento exponencial na poluição de CO2 por causa dos vôos", afirmou Richard Dyer, da entidade Friends of the Earth.

A medida deve aumentar o preço das passagens aéreas, contrariando as estratégias de barateamento e massificação da aviação comercial, mas se ajustando à liderança global que a UE pretende assumir na mitigação do aquecimento global.

O G r u p o " V A R I G "

O G r u p o " V A R I G "

FROTA (31.12.2006): Total: 73.
Aeronaves cargueiras: Boeing 727.100 (04); Boeing 727.200 (04); Douglas DC-10/30 (03); Douglas MD-11 (02). Total: 13.
Aeronaves de passageiros: Boeing 737.200 (Configuração: 109 assentos, 02); Boeing 737.300 (Configuração: 136 assentos, 26); Boeing 737.400 (Configuração: 156 assentos, 03); Boeing 737.500 (Configuração: 120 assentos, 06); Boeing 737.800 (Configuração: 164 assentos, 02); Boeing 767.300 (Configuração mínima: 221 assentos, 05); Boeing 777.200 (Configuração mínima: 240 assentos, 06); e Douglas MD-11 (Configuração mínima: 282 assentos, 10). Total: 60. Total de lugares disponíveis simultaneamente: 10.635.
Passageiros transportados: 5.908.754.

HISTÓRIA:

A Varig foi criada em 07 de maio de 1927 pelo piloto da força aérea alemã Otto Ernst Meyer. Sua primeira aeronave foi um hidroavião Dornier Wal que iniciou as operações da empresa na "Linha da Lagoa" ligando Porto Alegre à cidade do Rio Grande. Aos poucos foi ampliando sua frota e suas rotas, principalmente nas décadas de 40 e 50 a empresa contou com um estrondoso crescimento. Foram adquiridos os primeiros Boeing 707 e os jatos franceses SE-210 Caravelle.

Na década de 70, chegaram os primeiros jatos 727-100, 737-200 e DC-10-30, que foram introduzidos nas rotas intercontinentais da empresa. Já na década de 80 recebeu seus primeiros 747-200 que primeiramente foram colocados nas rotas para Nova Iorque, Los Angeles e Tóquio. A Varig foi a única companhia aérea brasileira a operar o Jumbo.

Nos anos 90 a empresa começou a adquirir novas aeronaves, como os Boeing 737-300, 767-200ER, 767-300ER e MD-11, para substituir os modelos mais antigos, como os Electras II da ponte aérea, os 727-100 e os quadrirreatores 707. Nesta época a empresa lança suas novas rotas: Orlando, Washington, Atlanta, Hong Kong e Bangcoc

Boeing 727.25 prefixo PP-CJK da Cruzeiro, fotografado no Rio de Janeiro (Galeão) em 1987. Esta aeronave foi fabricada em janeiro de 1966 e vendida à Eastern (Estados Unidos), recebendo o prefixo N8145N.

Boeing 727.25 prefixo PP-CJK, da Cruzeiro, fotografado no Rio de Janeiro (Galeão) em 1987.
Esta aeronave foi fabricada em janeiro de 1966 e vendida à Eastern (Estados Unidos), recebendo o prefixo N8145N.

Em 1997 a empresa se juntou com outras cinco empresas internacionais, formando a Star Alliance, em um acordo que visa basicamente oferecer vários benefícios aos usuários. Hoje já são mais de 10 empresas associadas, entre elas: Air Canada, Air New Zealand, ANA, Ansett Australia, Austrian Airlines, British Midland, Lauda Air, Lufthansa, Mexicana de Aviación, SAS, Singapore Airlines, Thai, Tyrolean Airlines, United Airlines. Além destas empresas o Grupo Varig é composto pela Rio Sul, Nordeste e Pluna.

Com a forte crise que abalou o mercado internacional em 1997 a Varig viu-se obrigada a reestruturar sua área operacional, organizacional e financeira. A frota foi reduzida em 14 aeronaves, sendo retirado de serviço os Boeing 747 e os McDonnell Douglas DC10-30. Contudo a oferta de assentos foi reduzida em 20% nos vôos internacionais e em 17% nos domésticos. Em 1999 a Varig recebeu o prêmio de Melhor Companhia Aérea da América Latina, Central e Caribe e também da Melhor Transportadora de Carga Aérea das Américas no Século 20.

Hoje, a pioneira VARIG - primeira empresa de avião comercial do Brasil - é uma empresa pequena que, entretanto, ostenta números que a consagram como uma das líderes do mercado mundial: Ao longo de mais de 78 anos de existência transportou mais de 210 milhões de passageiros, voou mais de 7 milhões de horas, realizou mais de 2 milhões e quinhentos mil vôos e seus aviões deram cerca de 115 mil voltas ao redor da terra. Entretanto, no início do século XXI, quase esteve à falência tendo devolvidas dezenas de aeronaves, milhares de funcionários foram demitidos e foi adquirida, em abril de 2007, pelo grupo Gol, voltando a operar em condições bem inferiores às anteriores perdendo, de longe, a condição de principal empresa aérea brasileira.

Entre 2005 a VARIG transportou 13.268.869 passageiros, obtendo a 2ª posição no período, que caiu para 3º em 2006. Ainda em 2005 a empresa voou 275.484 horas em 196.263.251 quilômetros à média de 712 km/hora. A empresa, agora controlada pela GOL, cancelou, no início de 2008, suas rotas para Londres, Roma e Frankfurt e planeja, em breve, cancelar também as para Paris, Madri e Cidade do México, se concentrando seus esforços na América do Sul e rotas internas já que os vôos transcontinentais não estavam lucrativos e ainda há o risco da liberação das tarifas, o que diminuiria a margem das empresas principalmente em função com as grandes concorrentes européias (Ibéria, British Airways, Air France, Alitália, KLM, Lufthansa, TAP Air Portugal, etc).

A VARIG HOJE:

A VRG Linhas Aéreas S.A., que opera a marca VARIG, foi adquirida em abril de 2007 pela GOL Linhas Aéreas Inteligentes S.A. (GLAI), holding controladora da GOL Transportes Aéreos. Desde entăo, a VARIG vem incorporando o modelo de gestăo com plataforma baixo custo e aprimorando os serviços oferecidos. A Empresa renovou a marca VARIG e ampliou suas rotas internacionais, como Roma na Itália, Paris na França e Londres na Inglaterra.

A Empresa também oferece o programa de milhagem Smiles, que conta atualmente com uma base de 5,7 milhőes de clientes. A VARIG oferece aos seus clientes o conforto das melhores salas VIP distribuídas nos principais aeroportos do Brasil. Além disso, os passageiros săo beneficiados pelo acordo interline assinado com a GOL. Usuários de vôos internacionais da VARIG com conexăo no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em Săo Paulo, ou Tom Jobim, no Rio de Janeiro, podem adquirir passagens para os destinos operados pela GOL no Brasil.

DESTINOS
A VARIG opera 140 vôos diários para 14 destinos brasileiros: Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Fernando de Noronha, Florianópolis, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro (Santos Dumont e Tom Jobim), Salvador e Săo Paulo (Guarulhos e Congonhas).

A Empresa ainda oferece 20 vôos diários para sete destinos internacionais: Buenos Aires, Bogotá e Caracas na América Latina e Frankfurt, Londres, Paris e Roma na Europa. Os planos de expansăo da VARIG contaM com cinco novos destinos na América do Sul, América do Norte e Europa a curto prazo. A VARIG planeja disponibilizar novas rotas para Cidade do México, Montevidéu, Santiago, Madri e Estados Unidos.

Em 2006 o GRUPO VARIG transportou 5.908.754 passageiros, sendo 4.143.780 em rotas domésticas e 1.764.974 em rotas internacionais. Em 134.153 horas de vôo foram percorridos 96.086.849 quilômetros a uma velocidade média de 716 km/hora.

Site da Varig: www.varig.com.br


- R I O S U L -

A Rio Sul foi fundada em 1976, após a crise iniciada na década de 60 que resultou no encerramento das atividades de 52 companhias aéreas, que atendiam cerca de 360 cidades no Brasil. O setor de aviação comercial ficou, então, restrito à atuação de quatro grandes companhias aéreas, que serviam 40 cidades.

Na época, o Brasil passava pelo chamado "milagre econômico" e o Ministério da Aeronáutica decidiu dividir o país em cinco regiões - Norte, Nordeste, Central, São Paulo/Centro Oeste e Sul - e oferecer às companhias de táxi aéreo sua exploração comercial como empresas regionais. Os grupos interessados resolveram buscar apoio logístico e know-how nas grandes companhias nacionais. No Rio de Janeiro, a Top Táxi Aéreo associou-se à Varig dando origem à Rio Sul Linhas Aéreas, com uma frota inicial de quatro aviões Piper Navajo e um Bandeirante. O primeiro vôo da nova companhia foi realizado no dia 9 de setembro de 1976, na linha Porto Alegre/Rio Grande/Pelotas. O nome Rio Sul foi escolhido baseado na estreita relação da empresa carioca com o Rio Grande do Sul.

Durante dez anos, as companhias aéreas regionais enfrentaram sérios problemas econômicos. A situação só melhorou quando o Ministério da Aeronáutica permitiu que as empresas regionais explorassem linhas bem mais rentáveis entre aeroportos centrais de grandes cidades, tais como os aeroportos de Congonhas, Santos Dumont, Pampulha e Afonso Pena, em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba, respectivamente.

Foto do Boeing 737.500 (PP-SSK) da Rio Sul, no Galeão - Rio de Janeiro, em 07.01.2001 (www.portalbrasil.eti.br)

Boeing 737.500 (PP-SSK) da Rio Sul, no Galeão - Rio de Janeiro (RJ)


Em 1992, a Conferência Nacional de Aviação Civil extinguiu as áreas geográficas, criando o conceito de rotas nacionais e regionais e liberando todo o país para a operação das empresas regionais. Esta medida foi extremamente importante para a consolidação da Rio Sul - que na época já contava com frota e malha de linhas extensas - como uma das principais companhias aéreas do Brasil.

Durante muitos anos a companhia operou várias tipos de equipamentos, entre eles o Embraer EMB-110 e o Fokker F27 em rotas no centro-sul do país. Nos anos 90 a empresa conquistou o mercado regional do país e ampliou sua atuação nos aeroportos centrais

Em 1997 recebeu seu primeiro jato ERJ-145 batizado de "Jet Class". O equipamento substituiu os F50 que operavam nos trecho Rio/Belo Horizonte. Com a dificuldade de encontrar os modelos 737-500 para arrendar a Rio Sul iniciou suas operações em 2000 com os Boeing 737-300. Atualmente a empresa opera com os modelos Boeing 737-300, o 737-500 e o 737.700.

Com a crise de 1999 a empresa enfrentou uma situação difícil no início do ano, assim como as demais empresas do setor. As despesas tiveram um aumento de 30% com a mudança cambial. Os descontos dos bilhetes foram reduzidos de 52% para 12%. Em 2005 a Rio Sul transportou apenas 222.476 passageiros, em 3.349 horas e 1.969.703 quilômetros voados à média de 588 km/hora. A grave situação econômica do Grupo Varig, a partir de 2005, fez com que funcionários fossem demitidos e aeronaves devolvidas diminuindo muito a participação da companhia no cenário nacional.

Site da Rio Sul: www.voeriosul.com.br


- N O R D E S T E -

A Nordeste Linhas Aéreas iniciou suas operações em 1976, com uma frota formada por aviões Embraer EMB-110 Bandeirante. Na época seus acionistas eram a TransBrasil e o Governo do Estado da Bahia.

Em 1995 a empresa foi adquirida pela Rio Sul Linhas Aéreas, pertencente ao Grupo Varig, sendo mais um passo importante na sua trajetória de sucesso, ao realizar a aquisição da empresa. Hoje, a Nordeste administra um exército de mais de 500 funcionários, uma frota de 14 aeronaves e uma malha que atende vôos para mais 38 cidades distribuídas por 16 estados. São mais de 126 decolagens por dia. Números que fizeram a Nordeste destacar-se como uma das 25 maiores empresas da Bahia e figurar entre as 40 maiores empresas regionais do mundo.

No ano de 1999 a Nordeste teve um aumento de 26% nos seus custos. Nas rotas onde há baixa geração de recursos a companhia reestruturou sua atuação, e naquelas onde há mercado potencial, como Salvador e Recife, a Nordeste está melhorando seus serviços.

A companhia está enfrentando uma pequena guerra tarifária na região norte do Brasil, mais especificamente nas localidades mais distantes, onde outras empresas têm boa participação. Porém, para competir com as companhias da região norte, a Nordeste tem oferecido horários e freqüências diferenciadas, visando atender a necessidades de seus passageiros.

BOEING737.33A (PT-MNK), DA NORDESTE, EM FERNANDO DE NORONHA - 16 / ABRIL / 2005 - Crédito: Carsten Jentqes

BOEING737.33A (PT-MNK), DA NORDESTE, EM FERNANDO DE NORONHA - 16 / ABRIL / 2005 - Crédito: Carsten Jentqes

Em 1999 a empresa colocou em prática dois antigos planos. Inaugurou uma rota entre Salvador e Recife, com escalas em Aracaju e Maceió, além de um vôo sem escalas entre Salvador e Vitória. Em 2005 a Nordeste transportou 47.921 passageiros, em 826 horas e 513,634 quilômetros voados à média de 620 km/hora. A grave situação econômica do Grupo Varig, a partir de 2005, fez com que funcionários fossem demitidos e aeronaves devolvidas diminuindo muito a participação da companhia no cenário nacional.

T R A N S B R A S I L

T R A N S B R A S I L

História:

Em 05 de janeiro de 1955, foi fundada a então Sadia S.A. Transportes Aéreos. Entretanto o início regular de seus serviços ocorreu no dia 15 de Março do mesmo ano, com 35 funcionários e cinco aviões (três Douglas DC-3 e dois Curtiss Commander C-46), em duas linhas: Joaçaba - Londrina - Baurú - Ribeirão Preto e Joaçaba - São Paulo - Videira - Florianópolis, com três frequências semanais cada uma. Naquela época, haviam 11 (onze) empresas aéreas regulares em funcionamento no país, transportando cargas e passageiros.

Confira abaixo os passos da Transbrasil S.A. Linhas Aéreas, até os dias de hoje:

1959 - O processo de seleção natural e a necessidade de substituir os aviões adquiridos no fim da década de 1940 gradualmente, reduz o número das empresas ativas Boeing 767-300, prefixo PT-TAM, em Porto Alegre - 15.09.2001 (www.portalbrasil.net) no setor da avião comercial regular. Agora elas são apenas 7 (Varig, Vasp, Panair, Sadia, Cruzeiro, Sava e Nacional). Mas a Sadia continua crescendo, aumentando sua frota e ampliando suas rotas.

1962 - A Sadia dá um salto quantitativo importante: adquire a empresa "Transportes Aéreos Salvador" e fica assim de posse de 15 bimotores DC-3 e 12 bimotores C-46, com linhas servindo a 53 cidades e 15 capitais.

1967 - A Sadia dá um salto qualitativo, padronizando sua frota com aeronaves de propulsão turbohélice, cabina pressurizada e equipadas com radar metereológico. O modelo escolhido foi o "Dart Herald" - inglês, de asa alta. Assim agindo, a empresa adiantou-se cerca de cinco anos em relação as demais companhias brasileiras de aviação comercial.

1968 - A Sadia abre seu capital e distribui ações entre seus funcionários. Rapidamente adquire a condição de empresa de capital aberto, com mais de 800 acionistas e registro no Banco do Brasil.

1970 - A Sadia coloca em operação o jato bimotor BAC "One Eleven" modelo 500 e, com ele, introduz no Brasil novos padrões de atendimento aos passageiros. Quebra, também, vários recordes mundiais de utilização máxima de aeronaves para curto e médio trajetos.

1972 - A Assembléia Geral da empresa toma duas importantes deliberações: mudar a razão social de "Sadia S.A. Transportes Aéreos", para "TransBrasil S.A. linhas Aéreas" e transferir sua sede para Brasília.

1973 - Outra iniciativa pioneira: a Transbrasil torna-se a primeira empresa aérea comercial a operar o avião nacional "Bandeirante" EMB-110, fabricado pela Embraer, em substituição aos ingleses Dart Herald.

1974 - A TransBrasil recebe seu primeiro Bandeirante e inicia a devolução dos aviões ingleses.

1974 - A TransBrasil recebe seu primeiro Boeing 727-100, seguido por outras aeronaves semelhantes, como parte de um amplo programa de reequipamento e modernização da frota. Nesse mesmo ano, o Ministro das Comunicações Transbrasil 737.300 (www.portalbrasil.eti.br) preside o início oficial da "Rede Postal Noturna", com três jatos da TransBrasil levantando vôo ao mesmo tempo de Brasília para Porto Alegre, de Porto Alegre para Brasília e de Recife para Salvador e Rio de Janeiro.

1975 - Apenas três grandes empresas aéreas sobrevivem: Varig/Cruzeiro (internacional), Vasp (ainda estatal) e a TransBrasil (inteiramente privada e até então apenas para vôos domésticos). Substitui todos One-Eleven por Boeing 727-100, de menor custo operacional e maior rendimento. Enquanto isso, o Departamento de Aviação Civil, cria oficialmente cinco novas empresas de transporte aéreo regional, com finalidade de assegurar a ligação regular entre as capitais e as pequenas cidades do interior. Uma delas, é a Nordeste Linhas Aéreas Regionais, formada com participação acionária da TransBrasil e do Governo do Estado da Bahia, que recebe os bimotores Bandeirante que pertenciam à TransBrasil.

1977 - É inaugurado em Brasília, o novo edifício-sede e hangar da TransBrasil. Quatro jatos Boeing 727-100, pintados com cores representativas das riquezas brasileiras, taxiam, em formação, diante dos convidados. O maior acionista da empresa neste momento é o Comandante Omar Fontana, Diretor-Presidente da companhia.

1978 - A TransBrasil torna-se a maior operadora de jatos Boeing 727 da América do Sul e retira de serviço seu derradeiro BAC One-Eleven 500. A padronização da frota, possibilita atingir novos índices de pontualidade e uniformizar os estoques de peças sobressalentes, reduzindo assim seus custos de manutenção.

A Transbrasil do século XX:

Como todas empresas do segmento de aviação civil, a empresa acumulou grande dívida no decorrer dos últimos anos do século XX. A alta do petróleo, a oscilação do dólar em relação à moeda brasileira, os diversos planos econômicos, que fizeram aumentar e diminuir o volume de cargas e passageiros transportados a todo o momento, levaram a empresa a situação crítica. O Comandante Fontana foi retirado da administração da empresa, o governo interviu na mesma no início dos anos 90 para saneá-la e, atualmente a empresa opera de forma satisfatória, tentando reduzir custos e sair do vermelho.

A empresa operava até o final de Outubro/2001, apenas aeronaves de última geração, possuindo 03 Boeing 767-200, 02 Boeing 767-300ER (longo alcance) e 05 Boeing 737-300, num total de 10 aeronaves de baixo consumo. Isso ajuda no reequilíbro das contas e facilita a empresa a encontrar seu lucro operacional, mas por outro lado deixa a empresa endividada com leasing de valores bastante altos. As rotas para o exterior, principalmente Estados Unidos, facilitaram o equilíbrio do caixa, visto que a mesma anteriormente dependia de moeda brasileira, para pagamento em moeda estrangeira, que eram a grande maioria de suas contas. A Sadia não mantém hoje participação acionária na empresa e nem mesmo ingerência na administração e decisões do conselho de administração.

A entrada no mercado brasileiro de pequenas empresas para vôos charters e também da Gol - Linhas Aéreas Inteligentes, em Janeiro de 2001, que voa sem passivo, modernas aeronaves e menor custo operacional dificultam ainda mais, pois as mesmas podem praticar tarifas mais baratas, já que as mesmas foram liberadas pelo DAC.

A Paralisação da TransBrasil:

Em meados de dezembro de 2001, a TransBrasil encerrou provisoriamente suas atividades. Dificuldades econômicas tais como falta de capital de giro, dívidas e falta de crédito abalaram de forma fulminante a empresa, que era administrada por um genro do Comandante Omar Fontana, mais preocupado com seus próprios negócios como uma mineradora em Minas Gerais e outras atividades pessoais.

A Shell suspendeu o fornecimento de combustível e, como as demais também se negaram a abastecer as aeronaves, a empresa não viu outra forma a não ser suspender seus vôos, por enquanto de forma provisória. A empresa tem cinco meses para voltar a operar e corre o risco de perder diversas de suas rotas, à medida que outras companhias forem solicitando ao DAC - Departamento de Aviação Civil.

AERONAVES DA TRANSBRASIL E DA VASP NA ÁREA REMOTA DO AEROPORTO INTERNACIONAL DE BRASÍLIA - 29.12.2005 - CRÉDITO: Fernando Toscano

AERONAVES DA TRANSBRASIL E DA VASP NA ÁREA REMOTA DO AEROPORTO INTERNACIONAL DE BRASÍLIA - 29.12.2005

O leasing das aeronaves estão suspensos e as aeronaves devolvidas. Para piorar a situação a TransBrasil fez uma promoção entre os meses de novembro de dezembro de 2001, concedendo descontos de até 50% nas suas passagens, deixando milhares de passageiros sem outra alternativa - muitos acreditam que foi má fé, visto que a companhia já estava "com seus dias contados". A Gol e o Grupo Varig atenderam milhares de passageiros, mas temendo outro calote também cancelaram essa parceria.

Em 22 de janeiro de 2002, a TransBrasil em nota oficial, informou que o controle acionário da empresa foi adquirido pelo empresário Dilson Prado, proprietário da Fly Brasil, radicado em Goiânia. O empresário pagou o valor simbólico de R$ 1,00 (Hum Real), assumiu R$ 910 milhões em dívidas e se comprometeu a investir perto de US$ 30 milhões para reestruturar a empresa, além de trazer para operação imediata, mais 07 (sete) aeronaves. Mas a operação foi posteriormente anulada com a não concordância da viúva do Comandante Omar Fontana - fundador da companhia. Desde então o consultor de empresas paulista Afonso de Oliva Coelho assumiu a presidência do conselho de administração da empresa e tenta encontrar uma solução para a companhia.

A empresa mantém 03 (três) aeronaves Boeing 767-200 (modelo 2Q4) fora de operação (PT-TAA, TAB e TAC) aguardando definição sobre o seu futuro próximo. A aeronave prefixo PT-TAB foi dada em garantia para a associação dos funcionários da empresa que são credores de algo próximo a R$ 10 milhões em salários atrasados. A empresa tem também, direito a um crédito de ICMS pago a maior em anos passados, da ordem de R$ 380 milhões. Negociações com o Banco Opportunity, para tentar viabilizar a companhia, aparentemente não foram bem sucedidas. Em 2003 a Infraero retomou os hangares e dificilmente a empresa voltará a operar novamente.

ÁREA REMOTA DO AEROPORTO DE BRASÍLIA - DEPÓSITO DA ECT E HANGAR DA TRANSBRASIL COM TRÊS AERONAVES, 29.12.2005 - CRÉDITO: Fernando Toscano

Learjet 40

LEARJET 40

O LearJet 40 com capacidade para até 7 passageiros, combina alto padrão em conforto, baixos custos operacionais diretos e performance e velocidade da linha LearJet.

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LEARJET 40XR

O Bombardier Learjet 40XR desenvolvido a partir do Learjet 40 possui ótima performance de decolagem em condições de alta temperatura e altitude elevada.

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LEARJET 45XR

Com capacidade para 9 passageiros, o LearJet 45XR oferece uma relação de carga útil e autonomia de vôo otimizada. Sua inigualável performance permite subidas rápidas e elevadas velocidades de cruzeiro.

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LEARJET 60

Com alcance transcontinental, capacidade de subida excepcional, aviônicos de primeira classe e adequado para qualquer missão, o Bombardier LearJet 60 é uma incomparável aeronave com os menores custos operacionais entre jatos médios.